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PEDALANDO NA ESTRADA REAL

Diamantina a Ouro Preto - Caminho dos Diamantes - 8 dias e 7 noites

Diamantina – Jóia na porta de entrada do Vale do Jequitinhonha ao norte de Minas Gerais, essa cidade colonial emoldurada pela Serra do Espinhaço soube preservar o incrível patrimônio histórico formado nos tempos prósperos da mineração de diamantes. Seu traçado urbano colonial e o conjunto de ricas igrejas, casarões imponentes e prédios públicos, que remetem ao Arraial do Tejuco, ganharam o título de Patrimônio Cultural Mundial concedido pela Unesco em 1999. Suas tradições culturais hoje se manifestam nas apresentações musicais das Vesperatas, nos pratos da culinária mineira e no autêntico artesanato regional.

Vau – Saindo São Gonçalo do Rio das Pedras em direção a Diamantina no dorso da Estrada Real, encontra-se a pequena vila com o nome de Vau (“fundo de vale”). Neste local existem vestígios de quilombos, pinturas rupestres, o rio Jequitinhonha e diversas cachoeiras.

São Gonçalo do Rio das Pedras – O tranqüilo distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, com seu casario preservado e ruas calçadas de pedras é uma interessante amostra do ambiente colonial de Minas Gerais.

Milho Verde – O pequeno distrito de Milho Verde, situado nas vertentes da Serra do Espinhaço e não muito distante da cabeceira do Rio Jequitinhonha, encanta pela simplicidade. Tem como atrações um conjunto de construções coloniais formado por duas igrejas e o singelo casario, além de cachoeiras e trilhas na mata.

Serro – O conjunto arquitetônico e urbanístico de Serro, que ainda guarda características de uma antiga vila setecentista mineira foi, em 1938, o primeiro do País a ser tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A cidade preserva tradições religiosas como as festas do Divino, em maio e a de Nossa Senhora do Rosário, ambas com manifestações folclóricas e populares apresentadas pelos grupos de congada. A cidade também é a terra do saboroso queijo do Serro. Cujo processo de produção foi registrado como bem imaterial de Minas Gerais.

Santo Antônio do Norte – Nasceu como Arraial de Tapera no século 18, junto ao rio Santo Antônio, onde se empreendia a exploração do ouro. Com o fim da mineração, os habitantes passaram a fabricar tecidos de algodão. Eram manufaturadas peças de qualidade – chapéus, colchas, lençóis e toalhas – que chegaram a ser comercializadas no Rio de Janeiro. A Igreja de Santo Antônio, erguida nos primeiros anos de existência do povoado, fica em uma ampla praça gramada. Construída com madeira e adobe, sua nave, capela-mor e sacristias laterais. No forro da capela-mor pode ser vista uma pintura com perspectiva barroca, na qual figura Santo Antônio acompanhado de Cristo e anjos.

Conceição do Mato Dentro - A Incursão desbravadora das Bandeiras pelo vasto sertão do Mato Dentro conduziu-as à descoberta das reservas auríferas do Iviturí, dando origem a Vila do Príncipe, hoje, Serro. Nessa jurisdição político-administrativa, Conceição do Mato Dentro, então Conceição do Serro, ficou como distrito por mais de um século. No ano de 1702 partiu do movimentado centro de mineração surgido no Serro Frio a caravana exploradora integrada por Gabriel Ponce de Leon, Manoel Correia de Paiva e Gaspar Soares, em busca de novas descobertas. Na sua marcha rumo ao sul - anota ainda o culto conterrâneo - estabeleceram sucessivamente os arraiais de Tapera, Córregos, Conceição do Mato Dentro e Morro do Pilar, primitivamente Morro Gaspar Soares, em homenagem ao descobridor, ali aportado em navegação pelas águas do rio Santo Antônio.

Morro do Pilar – O arraial de Morro do Gaspar Soares teve início quando o bandeirante Gaspar Soares, em busca de metais preciosos no começo do século 18, ergueu um povoado. Depois de um período de desenvolvimento, a estagnação das reservas de ouro levou o povoado à decadência econômica. No entanto, na primeira década do século 19, devido às grandes reservas de minério, o intendente dos diamantes Manuel Ferreira da Câmara Bittencourt, instalou a Real Fábrica de Ferro que funcionou até 1830.

Itambé do Mato Dentro – A denominação “itambé” tem origem tupi e significa “pico agudo”, provavelmente um referência dos indígenas ao Pico do Itacolomi de Itambé, com 1642 m de altitude e que faz parte da Serra do Espinhaço. A história de Itambé do Mato Dentro está relacionada às explorações das bandeiras em busca de minerais valiosos. Conta-se que o primeiro povoado teria se iniciado com a bandeira de Romão Gramacho no final do século 17, onde construiu uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Oliveira.

Senhora do Carmo – O povoamento de Senhora do Carmo, distrito de Itabira, começou no início do século XVIII com a concessão de carta de sesmaria ao português Chrispim Chrispiniano de Souza Coutinho, que recebeu a Fazenda das Cobras, depois transformada em vila. A economia baseia-se na agricultura, na pecuária e na indústria de laticínios, que abastece numerosas cidades com requeijão, manteiga e outros derivados do leite. O distrito é banhado pelo Rio Tanque.

Ipoema – Distrito Itabirano fundado em abril de 1893, fazia parte de um corredor de escoamento de produtos agrícolas do norte de Minas para o Rio de Janeiro. Muita riqueza passou por Ipoema, na rota da Estrada Real. A vila conserva construções da época da fundação e o Museu do Tropeiro, além da belíssima Cachoeira do Macuco.

Bom Jesus do Amparo – Uma imagem do Senhor Bom Jesus, trazida de Amparo (Portugal) por João da Motta Ribeiro, originou o nome da cidade. Na Zona Metalúrgica, cercado pelas montanhas da Serra do Espinhaço, Bom Jesus faz divisa com Nova União, Caeté, São Gonçalo do Rio Abaixo, Itabira e Barão de Cocais. No centro, um ambiente é calmo e os únicos problemas são a algazarra e o cocô das andorinhas. Praças e coretos deixam bem claro para os visitantes que o lugar ainda vive no passado.

Cocais - A vila colonial de Cocais foi fundada no dia 26 de julho de 1703 pelos bandeirantes Antônio e João Furtado Leite, irmãos portugueses que erigiram uma tosca capela sob a invocação de Santana. Em 1769 era construída uma igreja definitiva, a atual, que possui talha dourada no estilo oriental. Em 1835, quando o Barão de Cocais foi governador de Minas Gerais (presidente da província) realizou melhoramentos na vila de Cocais, como urbanização e calçamento, além da reforma da capela de Santana, como pintura, ampliação e douramento dos altares.

Barão de Cocais – Por volta de 1704, foram encontradas grandes quantidades de ouro ao sopé de uma montanha. Por se encontrar incrustrado entre elevações, seu primeiro nome foi São João do Presídio do Morro Grande. O nome do município homenageia o tenente coronel José Feliciano Pinto da Cunha, o Barão de Cocais.

Santa Bárbara – A cidade arborizada e tranquila fica na bela região da Serra do Caraça e guarda um importante patrimônio histórico. São igrejas como a exuberante Matriz de Santo Antônio e o casario colonial em sua volta.

Catas Altas – A pequena e tranquila cidade é rodeada pela imponente Serra do Caraça, principalmente em volta da praça onde está a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde há um conjunto arquitetônico do período colonial bem preservado.

Santa Rita Durão – O antigo arraial era conhecido como Inficcionado, nome que definia os lugares onde as lavras de mineração eram assaltadas com frequência (há uma outra versão, a qual “inficcionado” era o nome dado ao ouro de má qualidade ali encontrado). A pequena área urbana do distrito é cercada pelas montanhas da Serra do Caraça e preserva casarões e igrejas do século XVIII, época da criação do antigo arraial.

Camargos – Distrito de Mariana, foi fundado pelo bandeirante Tomaz Lopes de Camargos em 1701. Em 1707 iniciou-se a construção da Matriz de Nossa Senhora da Conceição. As torres da igreja são baixas, o frontão triangular é simples, a porta é larga e ornamentada. No adro da Matriz há um cruzeiro de pedra-sabão, único em Minas Gerais. Outra atração são as ruínas da Fazenda do Barão, com marcas de pelourinho.

Mariana – Berço da religiosidade mineira, Mariana nasceu do Arraial do Ribeirão do Carmo, fundado em 1703, próximo ao curso de água onde o bandeirante João Lopes de Lima descobriu o ouro na região. Em 1711, o arraial foi elevado a vila e passou a ser residência do governador Antônio de Albuquerque. Em 1745, a vila foi elevada a cidade e seu nome homenageou a Rainha Maria Ana da Áustria, mulher de D. João V, Rei de Portugal. Mariana tornou-se sede do primeiro bispado da região e a primeira cidade planejada do País, com suas linhas retas e praças retangulares.

Ouro Preto – Muito ouro descoberto por mero acaso por uma expedição de paulistas chefiada pelo Bandeirante Antônio Dias. Assim nasce Ouro Preto, berço do Barroco Mineiro. Andar por suas ruas é contemplar o mais importante conjunto arquitetônico do país, suas igrejas, museus, pontes, chafarizes, casario e ruínas da mineração. Circundada pelos parques do Itacolomi e Tripuí e por várias cachoeiras, Ouro Preto mescla história, cultura e natureza. A cidade é Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1980.

Roteiro detalhado

1º dia:
- Encontro dos participantes em Belo Horizonte (ou Aeroporto).
- Embarque no transporte com destino a Diamantina.
- Chegada e acomodação na pousada (simples, com banheiro no quarto, decoração rústica e ambiente agradável)
- Tempo livre para conhecer e curtir a cidade de Diamantina.
- Orientações de como será o passeio e organização das bicicletas e das bagagens.

2º dia:
- Café da manhã.
- Alongamento e início do passeio (66 km) com destino a Serro, Vau, São Gonçalo do Rio das Pedras, Milho Verde e Três Barras.
- Este percurso é em estrada de terra e asfalto, trechos sinuoso com subidas e descidas longas e acentuadas.
- Chegada a Serro e acomodação na pousada (simples, com banheiro no quarto, decoração rústica e ambiente agradável).
- Almoço.
- Tarde e noite livre...

3º dia:
- Café da manhã.
- Alongamento e início do passeio (58 km) com destino a Córregos passando por Alvorada de Minas, Itapanhoacanga, Santo Antônio do Norte.  
Obs.: este percurso é em estrada de terra sinuosa, com subidas e descidas longas e acentuadas.
- Chegada a Córregos e acomodação na pousada (simples, com banheiro no quarta, decoração rústica e ambiente agradável).
- Almoço.
- Tarde e noite livres...

4º dia:
- Café da manhã.
- Alongamento e início do passeio (51 km) com destino a Morro do Pilar, passando por Conceição do Mato Dentro e Serra do Cipó.
Obs.: este percurso é em estrada de terra sinuosa e estreita com subidas e descidas íngremes.
- Chegada a Morro do Pilar e acomodação na pousada (simples, com banheiro no quarto, decoração rústica e ambiente agradável).
- Almoço.
- Tarde e noite livres...

5º dia:
- Café da manhã.
- Alongamento e início do passeio (68 km) com destino a Ipoema, passando por Itambé do Mato Dentro, Senhora do Carmo e Parque Estadual do Limoeiro.
Obs.: este percurso é em estrada de terra sinuosa e estreita com subidas e descidas íngremes.
- Chegada a Ipoema e acomodação na pousada (simples, com banheiro no quarto, decoração rústica e ambiente agradável).
- Almoço.
- Tarde e noite livres...

6º dia:
- Café da manhã.
- Alongamento e início do passeio (75 km) com destino a Santa Bárbara, passando por Bom Jesus do Amparo, Cocais e Barão de Cocais.
Obs. este percurso é em estradas asfaltadas, trechos de plantação de eucalipto, algumas subidas e uma grande descida dentro de uma Estrada Parque, na região de Barão de Cocais.
- Chegada a Santa Bárbara e acomodação na pousada (simples, com banheiro no quarto, decoração rústica e ambiente agradável).
- Almoço.
- Tarde e noite livres...

7º dia:
- Café da manhã.
- Alongamento e início do passeio (82 km) com destino a Ouro Preto, passando pelo Bicame de Pedas, Catas Altas, Morro da Água Quente, Santa Rita Durão, Camargos e Mariana.
Obs. este trecho mescla estradas de terra e asfalto, subidas íngremes e percurso urbano.
- Chegada a Ouro Preto e acomodação na pousada (simples, com banheiro no quarto, decoração rústica e ambiente agradável).
- Almoço.
- Noite livre...

8º dia:
- Café da manhã.
- Walking Tour pelo centro histórico de Ouro Preto.
- Embarque no transporte para retorno a Belo Horizonte.

(ER) Roteiro da Estrada Real

Passeios

Neste roteiro você percorrerá a Estrada Real de Diamantina a Ouro Preto, passando por vilas e localidades que preservam casarios e costumes do século XVIII.

Dicas

- Durante o passeio é aconselhável usar: capacete, luvas, óculos de ciclista, camiseta e bermuda justa;
- O participante deve levar Alforjes com: documentos, celular, medicamentos e kit de higiene de uso pessoal, roupas (pedalar, passear e dormir), kit com ferramentas para pequenos reparos na bike, powerlink para a sua corrente, câmera de ar, bomba, canivete pequeno e lanterna;
- A alimentação ideal para o passeio é: sanduíches naturais, frutas, chocolates, biscoitos, bebidas isotônicas, água e produtos energéticos;
- Aconselhamos levar ainda, máquina fotográfica, protetor solar e um agasalho para o frio.

- NÃO DEIXE DE REVISAR A SUA BICICLETA ANTES DE INICIAR O PASSEIO

Observações

- Este passeio acontece nas datas disponibilizadas no site, com no mínimo 5 pessoas;
- Passeio indicado para pessoas que gostam de praticar atividades em contato com a natureza, já tenham experiência em pedalar, sejam amantes das “magrelas” e curtem superar grandes desafios.
- De acordo com o interesse do cliente, podemos fazer pequenas alterações no roteiro.

Características do roteiro

Datas disponíveis

Nenhuma data disponível!

Caso tenha interesse em fazer este passeio em uma data específica, entre em contato.

Investimento por pessoa

1 pessoa: R$ 3.490,00

2 pessoas: R$ 2.890,00 (por pessoa)

3 a 4 pessoas: R$ 2.790,00 (por pessoa)

5 a 6 pessoas: R$ 2.690,00 (por pessoa)

7 a 10 pessoas: R$ 2.690,00 (por pessoa)

Nesta opção você poderá fazer o pagamento via deposito diretamente na nossa conta. Os dados bancários serão enviados para o seu e-mail, junto com a confirmação de reserva.

Opção de pagamento (online). Aceita todos os Cartões de Crédito ou Débito e você pode parcelar a sua compra em até 12 vezes com juros de 2,99% ao mês. Nesta opção você também pode efetuar o pagamento com Boleto Bancário;

Opção de pagamento (online). Aceita todos os Cartões de Crédito, inclusive emitidos fora do Brasil (o valor da compra não é dividido).

Itens inclusos no roteiro

transporte rodoviário (ida e volta), transporte da bicicleta, carro de apoio com água e frutas, 7 noites em pousada, 7 cafés da manhã, 6 almoços, passeio, seguro e BikerGuia.

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